Entrevista com Luciene Carvalhais, Coordenadora Estadual do Núcleo de Autogestão, Autodefesa e Família da Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais.
Por haver atuado na organização do evento e ser membro da Comissão Científica do Fórum Mineiro de Autogestão, Autodefesa e Família e XI Congresso Mineiro da Rede Apae, Luciene afirma que os temas propostos nos Fóruns e Congresso tiveram a preocupação de abordar assuntos de interesse da Rede – tanto das pessoas com deficiência, quanto dos familiares e profissionais. Dessa forma, levou questões importantes para debates em todo território mineiro.
Os temas de destaque foram acerca do envelhecimento da pessoa com deficiência e de sua família; a vida afetiva e sexual; a inclusão na família, na escola e no mundo do trabalho; as discussões em torno das políticas públicas com as diversas instituições envolvidas; as novas propostas de ações facilitadoras do desenvolvimento da pessoa com deficiência; o papel da arte-educação e da educação física na vida da pessoa com deficiência.
Segundo Luciene, todos os temas foram muito atuais e pertinentes com as necessidades e que a rede hoje precisa se organizar, rever e planejar suas ações. Luciene disse: - “os temas também foram atrativos para profissionais de fora do movimento, que tiveram grande participação durante o evento, se capacitando e trocando experiências conosco”. Salienta que a metodologia utilizada preservou a parte técnica e que profissionais renomados, de diversos áreas – universidades, secretarias, fundações, etc. enriqueceram ainda mais o evento com palestras importantes e bem dinâmicas.
Luciene também valoriza a prática dos profissionais de várias Apaes, que compartilharam suas experiências durante as mesas redondas. E ressalta a participação das famílias e das próprias pessoas com deficiências nos relatos que legitimaram a importância de sua participação em todas as instâncias do movimento.
Luciene finaliza dizendo que: “as pessoas com deficiência intelectual e múltipla e os familiares que participaram do Fórum Mineiro tiveram a oportunidade de se capacitaram, fortalecerem e passarem a ser os protagonistas na defesa de seus direitos. Além de conhecerem mais o movimento apaeano, se reconhecerem como parte essencial dele”.
Por João Davi, Articulador de Comunicação da Regional Norte II |