Entrevista com Adélia Aparecida de Oliveira, coordenadora na Apae de Patrocínio
Pergunta: O que você achou do tema do fórum e congresso?
Adélia: Muito inteligente a ideia dos dois temas. Não tem porque estarem separados se estamos juntos todos os dias e a participação da pessoa com deficiência e da família no evento foram momentos muito ricos. Gostei muito das mesas redondas. Temos diversificado tanto a nível de conhecimento técnico, como a matéria de resultados de autodefensores. Emocionei-me muito ao ver os ex-residentes da FEBEM partilharem seu processo de resgate de identidade e dignidade, feito pela Federação com apoio das Apaes.
Pergunta: O que você achou de termos o congresso dentro do fórum com a participação da pessoa com deficiência e da família?
Adália: Um sonho concretizado. Afinal, estamos tratando de pessoas, trabalhamos para melhoria do resultado de nosso trabalho. Trabalhar junto, ouvindo, buscando e corrigindo o que não vai bem - isso traz melhores resultados. O colo da família é na Apae.
Pergunta: De que eixo você participou? O que você achou este eixo? Foi frutífero para você?
Adália: Participei do Eixo 9 “Gestão nas Apaes”. Gostei muito. Estamos na era da informática. O mundo hoje tem uma nova visão de gestão de pessoas, onde todos os resultados dependem de uma boa administração. Mais uma vez vejo a atuação da Federação e a parabenizo por ter uma visão ampla e moderna para as Apaes, através da gestão compartilhada e do monitoramento. Os tempos mudaram. A quebra de paradigmas e o poder são coisas complicadas, mas espero que no próximo congresso muitas Apaes que ainda não têm essa visão entrem no sistema, porque o benefício é de todos: famílias, deficientes, profissionais, diretorias e uma nova visão para comunidade
Pergunta: Você teria alguma sugestão para o próximo congresso? Teria sugestão de um tema?
Adélia : Sim: Gestão de pessoas.
Gestão administrativa
Gestão compartilhada.
Pergunta: O que era e o que é hoje: Autogestão, autodefesa, autodefensores?
Adélia: Antes era administração nos seus próprios moldes, sem modelo de referência. Hoje temos uma visão nova, descentralizada, democrática, com melhores resultados. Antes Apae falava em nome dos pais e hoje os pais falam o que esperam e sentem. Antes a pessoa com deficiencia intelectual não tinha vez e hoje ele fala o que sente, mostra sua capacidade, tem objetivo de vida, sonha e cobra aquilo que espera.
Gostei muito desse congresso. A participação da pessoa com deficiência intelectual e da família era o que faltava para completar o sucesso do evento nesses trinta anos de Apae. Sinto um orgulho muito grande, vejo que isso é resultado de longo trabalho feito por Dr. Eduardo Barbosa e por seus companheiros de caminhada.
Por Maria das Graças Anselmo |